sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Mosaico

A partir de hoje vou mostrar as peças que estavam na exposição nos dias 18 e 19/agosto.
Porta chaves/correspondências e Bandejas, de mosaico


sábado, 11 de agosto de 2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

Aproveitando minha estadia aqui e alguns caixotes de feira, também fiz:


Oi, estou a 15 dias em São Paulo. Daí fiquei um pouco longe dos meus artesanatos. Mas náo aguentei muito, não.
Descobri, perto da casa da minha filha, uma loja de artesanato. Aí comprei umas coisinhas e fiz para ela:














quarta-feira, 25 de abril de 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

Banco - decopagem

Fiz estes bancos para minha filha. Decopage com guardanapo e com tecido. Ficaram lindos.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

segunda-feira, 5 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

Fernando Sabino

Muito bom, relembrar Fernando Sabino...

Conversinha Mineira
Fernando Sabino

-- É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?
-- Sei dizer não senhor: não tomo café.
-- Você é dono do café, não sabe dizer?
-- Ninguém tem reclamado dele não senhor.
-- Então me dá café com leite, pão e manteiga.
-- Café com leite só se for sem leite.
-- Não tem leite?
-- Hoje, não senhor.
-- Por que hoje não?
-- Porque hoje o leiteiro não veio.
-- Ontem ele veio?
-- Ontem não.
-- Quando é que ele vem?
-- Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem.
-- Mas ali fora está escrito "Leiteria"!
-- Ah, isso está, sim senhor.
-- Quando é que tem leite?
-- Quando o leiteiro vem.
-- Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?
-- O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?
-- Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?
-- Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.
-- E há quanto tempo o senhor mora aqui?
-- Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos.
-- Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?
-- Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.
-- Para que Partido?
-- Para todos os Partidos, parece.
-- Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.
-- Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida...
-- E o Prefeito?
-- Que é que tem o Prefeito?
-- Que tal o Prefeito daqui?
-- O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.
-- Que é que falam dele?
-- Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.
-- Você, certamente, já tem candidato.
-- Quem, eu? Estou esperando as plataformas.
-- Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa?
-- Aonde, ali? Uê, gente: penduraram isso aí...

Texto extraído do livro "A Mulher do Vizinho", Editora Sabiá - Rio de Janeiro, 1962, pág. 144.
Tudo Fernando Sabino em "Biografias".